Líderes empresariais e do movimento associativista do Oeste e do Paraná participaram de uma videoconferência, na tarde da última terça-feira, 16, com o senador Sergio Moro. O encontro, o terceiro com os senadores do Estado – os anteriores foram com Flavio Arns e Oriovisto Guimarães -, serviu para que os representantes do setor produtivo pontuassem tópicos sobre os prejuízos que virão com o possível fim da jornada 6×1. A Câmara dos Deputados já aprovou a matéria, que está agora em apreciação no Senado.
O presidente da Caciopar, Reni Fernande Felipe, diz que a Caciopar, e outras entidades do setor produtivo regional, sentiram-se na obrigação de promover esses encontros com os senadores, para que eles possam ter em mãos elementos suficientes para decidir sobre o tema. “Diante de tantos prejuízos, e das dificuldades que as empresas terão, decidimos compartilhar informações com os parlamentares, porque assim poderão se manifestar de maneira mais firme e segura sobre a matéria. Diferente do que dizem os defensores da proposta, haverá perdas também aos trabalhadores, com inflação e redução do poder de compra”, conforme Reni.
A discussão envolve as mais diferentes entidades, que entenderam os reflexos que a redução trará a muitas empresas, atingindo em cheio a organização e o caixa das menores. Outro dos consensos entre dirigentes, empresários e líderes associativistas é que um assunto tão amplo e complexo, com tantos impactos na vida nacional, não pode ser discutido e votado em ano eleitoral. Além de alertar os parlamentares sobre os efeitos negativos da mudança, a Caciopar e seus parceiros pedem que o assunto seja debatido fora do calendário eleitoral.
Pontos que preocupam
A seguir, os principais pontos de alerta destacados pelas entidades e líderes durante encontro com os senadores do Paraná:
– Necessidade de contratação de milhares de novos trabalhadores, para manter o nível atual de produção, em um cenário em que já há escassez de mão de obra.
– Redução da produção em setores estratégicos da economia, com diminuição da capacidade operacional de indústrias e cooperativas.
– Queda da produtividade das empresas, impactando diretamente a competitividade dos negócios brasileiros.
– Aumento significativo dos custos operacionais das empresas, de 9% a 40% dependendo do porte e atividade econômica, com reflexos em diferentes segmentos.
– Pressão inflacionária decorrente da redução da produção e da elevação dos custos, encarecendo produtos e serviços, prejudicando a qualidade de vida principalmente dos que ganham menos.
– Redução do poder de compra dos trabalhadores, com menos recursos disponíveis para consumo.
– Possibilidade de redução ou eliminação das horas extras, provocando queda na renda de trabalhadores que complementam seus salários por meio desse mecanismo.
– Agravamento das dificuldades enfrentadas por supermercados e outros setores para encontrar mão de obra suficiente, comprometendo horários de funcionamento e atendimento.
– Impacto especialmente severo sobre pequenas empresas, que poderão enfrentar aumentos de custos muito superiores aos observados em empresas de maior porte.
– Impossibilidade prática de adaptação às novas regras nos prazos previstos para a implementação da redução da jornada de trabalho.
– Necessidade urgente de aumento da produtividade nacional para evitar perdas econômicas decorrentes da mudança na escala de trabalho.
Crédito: Assessoria
